A saúde pública nunca esteve em causa, dizem os senhores
da ASAE ao mesmo tempo que apreendem dezenas de quilos de carne vendida como
vaca, mas que é tão cavalo, tão cavalo, que só lhe falta mesmo relinchar. E eu
fico a pensar: quantas toneladas de cavalo é que eu não comi já nesta minha
vida? Quantos cavalinhos, animais tão simpáticos – ou até póneis, sei lá eu -,
não me passaram já pelo estreito? Que haja quem, em plena posse das suas
faculdades mentais, opte por incluir no cardápio cavalo, eu posso não entender (embora custe a aceitar). Mas eu, sinceramente, dispensava. Conclusão: acho que está na altura
certa de me tornar vegetariana.
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Elas falam mais? Pudera, eles não ouvem!
As mulheres falam mais do que os homens, diz uma psiquiatra norte-americana, que se socorre de estudos para, no livro O Cérebro Humano, constatar que as senhoras falam 20 mil palavras por dia, enquanto os homens não passam das sete mil.
Não posso dizer que tenha ficado surpreendida. Pelo contrário, o que é uma novidade para muitos, só comprova a minha teoria: que as mulheres têm que falar mais para fazer frente à dificuldade que os homens têm de nos ouvir. Sim, porque mesmo quando parece que nos devotam uma atenção extrema, a verdade é que estão a milhas, a pensar sabe-se lá no quê - ou, pior, em quem.
Por isso, forçam-nos a gastar o nosso latim, a desperdiçar palavras numa tentativa vã, sei-o bem, de conseguir transmitir uma mensagem que, na realidade, dificilmente conseguem reter. A não ser, claro, se houver interesse ou se tiverem alguma coisa a ganhar com o assunto. Ou, quem sabe, sob ameaça.
Não posso dizer que tenha ficado surpreendida. Pelo contrário, o que é uma novidade para muitos, só comprova a minha teoria: que as mulheres têm que falar mais para fazer frente à dificuldade que os homens têm de nos ouvir. Sim, porque mesmo quando parece que nos devotam uma atenção extrema, a verdade é que estão a milhas, a pensar sabe-se lá no quê - ou, pior, em quem.
Por isso, forçam-nos a gastar o nosso latim, a desperdiçar palavras numa tentativa vã, sei-o bem, de conseguir transmitir uma mensagem que, na realidade, dificilmente conseguem reter. A não ser, claro, se houver interesse ou se tiverem alguma coisa a ganhar com o assunto. Ou, quem sabe, sob ameaça.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
O que faz um casamento feliz
Qual amor,
qual paixão, qual quê. Para os portugueses, ter uma casa de jeito é que importa
para um casamento feliz. De 1 a 3, sendo 1 pouco importante e 2 muito
importante, ter “boa habitação” está ali nos 2,2, um valor que é igual ao “
viver separado dos sogros”. Coisas giras que se podem encontrar no POP, o Portal da Opinião Pública.
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
Já não é Carnaval e ainda bem
E pronto. A época que muitos chamam de folia já lá vai. E, digo eu, ainda bem.
É verdade, não gosto do Carnaval. Já não gostava quando, em criança, era forçada a vestir outra pele que não a minha e, anos depois, continuo a não gostar ou perceber o fascínio pelas caraças, pelos fatos de palhaço ou matrona, pelos balões de água ou ovos que nos obrigam a estar constantemente em alerta.
E depois das festas e desfiles de gente que, sem se saber bem como ou porquê, acha que em pleno Inverno faz todo o sentido mostrar as carnes, algumas abundantes, vem o dia dos corações por todo o lado, das declarações lamechas, dos postais fora de moda, do enjoo.
Para quem não tem um osso romântico no corpo, como eu, o Dia dos Namorados é apenas (mais) uma desculpa para comer uns chocolates. Por isso, que venha a Páscoa, que aqui, pelo menos a variedade de açúcar é maior.
É verdade, não gosto do Carnaval. Já não gostava quando, em criança, era forçada a vestir outra pele que não a minha e, anos depois, continuo a não gostar ou perceber o fascínio pelas caraças, pelos fatos de palhaço ou matrona, pelos balões de água ou ovos que nos obrigam a estar constantemente em alerta.
E depois das festas e desfiles de gente que, sem se saber bem como ou porquê, acha que em pleno Inverno faz todo o sentido mostrar as carnes, algumas abundantes, vem o dia dos corações por todo o lado, das declarações lamechas, dos postais fora de moda, do enjoo.
Para quem não tem um osso romântico no corpo, como eu, o Dia dos Namorados é apenas (mais) uma desculpa para comer uns chocolates. Por isso, que venha a Páscoa, que aqui, pelo menos a variedade de açúcar é maior.
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
Amor sem fim... aos 5
Ele foi incapaz de lhe resistir. Não conseguiu ignorar a sua boa disposição, a simpatia contagiante. O nome dela fazia-o tremer e o rubor tomava-lhe conta da face quando falava nela. Escreveu-lhe uma música, que nunca teve coragem de lhe cantar. "Amor sem fim, amor sem fim", cantarolou vezes sem conta, sozinho. Escreveu inúmeras vezes a inicial do nome dela e irritou-se quando ela deu atenção a um colega, quando partilhou brincadeiras com alguém que não ele.
Paixão, ciúme, saudade, estes podiam ser os ingredientes de uma qualquer história de amor. Até aqui, sem surpresas. O que me deixa de boca aberta é que o interveniente masculino deste romance tem cinco anos feitos há quatro meses! Parece que, afinal, o amor não escolhe mesmo idades. E está mais que provado que as crianças crescem muito depressa!
Paixão, ciúme, saudade, estes podiam ser os ingredientes de uma qualquer história de amor. Até aqui, sem surpresas. O que me deixa de boca aberta é que o interveniente masculino deste romance tem cinco anos feitos há quatro meses! Parece que, afinal, o amor não escolhe mesmo idades. E está mais que provado que as crianças crescem muito depressa!
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
Sinais do tempo
Não sei se é triste, se apenas deprimente. Mas é um facto: embora não tenha visto qualquer dos filmes nomeados para o Melhor Óscar, não escapou nenhum dos que integram a lista de candidatos a melhor filme de animação.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Desejos adiados
É Natal. Outra vez. O tempo corre e nós com ele. Por isso, este ano decidi ser diferente. E em vez da corrida para enviar os votos de Boas Festas antes de 25, decidi ir com calma. O que significa que, só para contrariar, votos meus, só mesmo depois do frenesim.
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