quinta-feira, 5 de setembro de 2013

"As mães não se medem às mamadas"


Não dei de mamar ao meu filho. É um facto. Não o fiz por opção e sim por impossibilidade, mas isso até nem importa. Por isso gostei tanto do texto de opinião da Sofia Anjos publicado hoje no Público - "As mães não se medem às mamadas". Porque reconheci nele a indignação que sinto, resultado dos olhares - equivalente ao dedo espetado reprovador - que recebo quando digo que não amamentei.

"Dei de amamentar três meses. Isso coloca-me num meio-termo, não sou boa nem má, fico ali em purgatório matriarcal até decidirem que juízo dar a esta média. Contas feitas, quem amamenta seis meses é uma boa mamã, quem amamenta dois meses é uma mamã menos boazinha. As que ultrapassam os seis meses são profissionais e as que ultrapassam um ano são as minhas preferidas, são as mamãs prodígio.
Sou a favor da amamentação para quem o queira fazer, mas dá-me algum formigueiro toda a panóplia de dissertações que colocam a amamentação num pedestal como se isso definisse o tipo de mamã que vais ser.
Nunca vi nenhum cartaz a publicitar o Dia da Mãe com uma mulher de mamas de fora."

"Os benefícios são irrefutáveis - sinto a consciência mais levezinha por a minha bebé ter recebido o meu leite. Só que a questão da alimentação não se resume a amamentar seis meses um bebé com leite materno exclusivo para depois andarem toda a infância a anafá-lo a bolos. Cá as minhas mamas não vão ser bolas de Berlim. A verdade é que, passado o tempo dos fundamentalismos com o leite materno, os bebés tornam-se crianças pupilas da fila dos menus do McDonald's."

Quando for grande vou ser... chefe

- "Quando for grande vou comprar uma casa, um carro e o jogo dos Skylanders", diz ele, à beira dos 6 anos.
- "Mas sabes, para isso é preciso trabalhar muito", esclareço eu.
- "Não é preciso. É que quando for grande eu vou ser chefe. Por isso, não tenho que trabalhar muito mas vou ganhar muito mais."

E a conversa acabou ali, comigo sem capacidade de resposta.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Rabo ou puns: a animação garantida




É impressionante o efeito que palavras como ‘rabo’, ‘cocó’, ‘puns’ ou ‘chichi’ podem ter num rapaz de cinco anos. É o reportório perfeito para uma animação garantida.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Haja alegria no trabalho... com álcool

“Vamos convir que o trabalho não é agradável (…) Note-se que, com álcool, o trabalhador pode esquecer as agruras da vida e empenhar-se muito mais a lançar frigoríficos sobre camiões, e por isso, na alegria da imensa diversidade da vida, o público servido até pode achar que aquele trabalhador alegre é muito produtivo e um excelente e rápido removedor de electrodomésticos.”
E com estas palavras, o Tribunal da Relação do Porto dá razão ao funcionário de uma empresa de recolha de lixo, despedido por trabalhar sob o efeito do álcool.

terça-feira, 2 de julho de 2013

mIRC está vivo

A notícia era clara: o Facebook está a testar salas de chat à semelhança do mIRC. Mas nem foi isso que me surpreendeu. O mIRC foi um sucesso no seu tempo e não é, por isso, de estranhar que o queiram recuperar. O que eu não estava mesmo à espera era de saber que, afinal, o mIRC não precisa de ser recuperado porque... e esta é a grande surpresa, está vivo. Confesso que fui a correr à procura. E encontrei-o. Mas o grande momento, aquele em que terei possibilidade de voltar às salas que mudaram a minha vida, esse foi adiado pela incapacidade ténica de instalar o mIRC no meu computador.
Mas em breve voltarei, embora saiba que não será o mesmo. E nem eu queria que fosse.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Chicago, Chicago

Acho que digo sempre a mesma coisa. Que me tornei repetitiva, um disco riscado. Mas não há mesmo melhor que o regresso a casa. Por mais interessante que uma viagem seja, por mais amigos novos que se façam, lugares diferentes que se conheçam, prefiro sempre o conhecido, a rotina, o mundo que é só meu e que dá sentido à minha existência.

Chicago é uma bonita cidade. A simpatia é contagiante, mesmo para alguém como eu, que não tem por hábito espalhar boa disposição. A desconfiança da genuidade dos 'Hello, how are you?', constantes ao longo do dia, acabou por ser substituída pela certeza de que eram sinceros, assim como sincero era também o desejo de que nós - visitantes - nos sentíssemos bem.
Apesar do frio, que foi uma constante, e do vento gélido, Chicago é uma cidade quente. Uma cidade acolhedora, que sabe receber. Não fosse a distância e a tortura de nove longas horas de voo e ficaria o desejo de um regresso.




segunda-feira, 3 de junho de 2013

Chicago

Já percebi porque é que Chicago é conhecida como a windy city.