quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Parabéns

Não gosto de ser o centro das atenções. Nunca gostei e, à medida que o tempo passa e os anos pesam, gosto ainda menos. Mas claro que, como qualquer um, gosto que reconheçam o meu trabalho, gosto de saber que aquilo que faço toca alguém. Não é por isso que o faço, mas tornar-me o centro das atenções quando o motivo tem a ver com o que escrevo não sabe nada mal. E ainda que o prémio pouco importe, o reconhecimento, faz com que a dificuldades diárias se tornem mais fáceis de suportar. Pelo menos por um dia.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Ainda há pessoas simpáticas

Ainda há pessoas capazes de nos surpreender. E sem pedir nada em troca. Perdida numa zona da cidade que pouco ou nada conheço, pedi a quem passava indicações, na certeza que, num dia de chuva, poucos iriam parar. A D. Ana surpreendeu-me. Não só me deu a informação pretendida, como ainda se desviou do seu caminho para me levar ao destino. A chuva não a impediu. E nem a pressa de chegar a casa. E o meu dia, que até então parecia cinzento, como a cor da manhã, ficou mais colorido. Obrigada, D. Ana.

























segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Férias?

De férias há quatro dias e nos primeiros dois, a minha voz decidiu fazer greve. Acordar sem um pio é das coisas mais surreais que podem acontecer. E é do melhor para falar ao telefone. Ao terceiro dia, quando já começo a conseguir articular duas palavras, sou mordida por um cão. Hoje, à voz sexy, junta-se a perna manca. Estas férias prometem.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Notícia frescas e más


A televisão mostrava imagens dos vencedores portugueses de uma medalha de prata nas Olimpíadas, a alegria da família, o apoio de outros atletas. De olhos fixos no ecrã, G. iniciou a conversa:

- “O que é isto?”, perguntou.
- “É uma notícia sobre portugueses que venceram uma corrida e ganharam uma medalha”, respondi eu.
- “Mas isto é uma notícia?”, voltou ele a indagar.
- “Sim, é uma notícia.”
- “Pensava que as notícias eram só sobre coisas más!”, diz ele.
- “Não”, expliquei eu. “As notícias são sobre coisas boas e coisas más.”
- “A sério? Não sabia. Pensava mesmo que só davam as coisas más nas notícias.”

E pronto. A conversa acabava ali. Aquilo que eu não lhe disse é que ele até tinha razão. Até porque as coisas boas são cada vez mais raras e essas tendem a manter-se afastadas dos ecrãs da televisão.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Para todo o sempre

E pronto, já passou. Houve stresses? Sim, alguns. Houve atrasos? Também, ou não fossem da praxe. Houve lágrimas? Claro, como em qualquer casamento que se preze. Mas houve sobretudo gente bem disposta e bonita, gargalhadas, música e a alegria contagiante de alguém com quem já partilhei tanto, desde as mais físicas agressões (não me esqueço os puxões de cabelo ou a chuva de pancada proporcionada por umas mãos ainda bem pequeninas), algumas tristezas, muitas ansiedades e muita coisa boa.
No sábado, vi-te assumir um compromisso que, conhecendo-te como conheço, sei que é para sempre. E não consegui evitar as lágrimas. Chorei por te ver feliz. Ate porque, se alguém merece, esse alguém és tu. Parabéns, maninho! Muitos parabéns!

terça-feira, 31 de julho de 2012

Um desporto de posições estranhas

Nunca tinha parado muito tempo a pensar no judo. Mas os Jogos Olímpicos levaram-me a constatar que este é um desporto no mínimo estranho (in Lusa).




segunda-feira, 30 de julho de 2012

Irmão cão

Este fim-de-semana fiquei a saber que em vez de um filho, afinal tenho dois. O mais novo, de apenas um ano, tem quatro patas, um pelo que o aproxima de uma ovelha e uma personalidade cativante. E eu, que nunca tive um animal de estimação enquanto crescia, finalmente percebo o que os muitos estudos feitos sobre o impacto dos amigos de quatro patas nas crianças querem dizer. O Flapi é mais do que um cão. Para o G., ele é mesmo um irmão.