segunda-feira, 29 de abril de 2013

Conversas bicudas



As conversas estão cada vez mais animadas. E começam a complicar-se (para o meu lado, claro). Os 5 anos trouxeram com eles ainda mais perguntas (a idade dos porquês começou aos 3 e parece não ter fim à vista), algumas de resposta difícil. Como aquela que começou com um olhar demorado nas suas pernas.

- “Mãe, eu tenho as pernas tão compridas! Porque é que a minha pilinha é tão pequena e as pernas tão grandes?”

Confesso que fui apanhada desprevenida. Não estava mesmo à espera e não fui capaz de dar uma resposta à altura de um bom livro de psicologia infantil.

- “Mas tu querias ter a pilinha do tamanho das pernas?”, perguntei eu, na esperança de que a coisa ficasse por ali.
- “Não sei... mas a pilinha vai crescer, não vai?”

Decidi retirar-me. Quando não os podemos vencer, o melhor mesmo é fugir. E eu não tinha mesmo forma de sair por cima daquela conversa.

terça-feira, 23 de abril de 2013

A dieta do coma tudo e beba Coca-Cola




Ainda mal refeita da perda de uma entrevista de 56 minutos, que acabou por se conseguir recuperar, ainda que não na sua totalidade (por isso é que continuo a defender, sob pena de ser considerada Velho do Restelo, que estas coisas dos gravadores são muito bonitas, mas não há melhor que escrever), decidi que está na hora de experimentar a dieta Dukan. É certo que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas isso também não interessa nada.

“A dieta de Beyoncé, Kate Middleton, Jennifer Lopez, Nicole Kidman, Gisele Bundchen e Penélope Cruz”, como diz na capa do livro, não me conquistou logo à primeira. Nada disso. Foi preciso ir até à página 99, que é aquela onde está o resumo deste regime alimentar, para perceber que pode ser desta que consiga seguir uma dieta.

E isto porque, logo para começar, a dieta não dura mais de 10 dias. Mas isto é para os casos graves, o que, felizmente não é o meu. Para mim, bastam cinco dias. 

Começamos bem. A seguir, o senhor Pierre Dukan, que tem mais de 40 anos de experiência em nutrição clínica, diz que não só aconselha que se beba Coca-Cola (desde que light), como recomenda. Depois, diz ainda: “podem comer o que quiserem ou o que mais vos convenha sem limite de quantidade e a qualquer hora do dia”. Mas atenção: não é tudo, tudo. Só se pode comer aquilo que consta na lista do senhor. Por exemplo, carnes magras, todo o tipo de peixe, todo o tipo de marisco, carne de aves, ovos, lacticínios magros, 1,5 litros de água, café, chá, tisanas, mostarda e mais umas coisinhas. E o resultado: para uma dieta de 5 dias, as perdas de peso variam, “habitualmente, entre os 2 e os 3 quilos”. 

Tá feito. Daqui a cinco dias ninguém me vai reconhecer.


terça-feira, 26 de março de 2013

Emoções contagiosas

Elsa Punset, uma espanhola especialista em educação emocional, diz, no seu livro 'Uma Mochila para o Universo', que o «pessimismo é contagioso». De resto, segundo ela, todas as emoções são contagiosas, sobretudo as negativas. O que explica muita coisa.

Mas diz mais. Diz, por exemplo, que um bom abraço deve durar pelo menos seis segundos. «O abraço faz-nos sentir bem, alivia a solidão, ajuda a superar os medos» e, não menos importante, «as pessoas que abraçam envelhecem mais devagar». O que também ajuda a explicar porque há pessoas, tão novas de idade, mas tão velhas de espírito. Uns abracinhos resolviam muitos dos seus problemas.

«Sentimo-nos confortáveis e mais felizes se tivermos entre cinco e 12 amigos ou relações próximas», diz ainda Elsa Punset. Correndo o risco de me repetir, mais uma vez isso ajuda a justificar tanta coisa. Mas o que a especialista não diz é que há pessoas com as quais é impossível estabelecer relações de amizade, pessoas amargas, que destilam ódio e inveja e que apenas parecem bem quando os outros estão mal. E, digo eu, mais difícil do que viver com as nossas emoções, é conseguir controlá-las para nos tornarmos imunes a pessoas como estas. Coisa que ainda não consegui.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A paciência é uma virtude, diz-se. Logo, eu sou tudo menos virtuosa.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Comer gato por lebre, ou melhor, cavalo por vaca

A saúde pública nunca esteve em causa, dizem os senhores da ASAE ao mesmo tempo que apreendem dezenas de quilos de carne vendida como vaca, mas que é tão cavalo, tão cavalo, que só lhe falta mesmo relinchar. E eu fico a pensar: quantas toneladas de cavalo é que eu não comi já nesta minha vida? Quantos cavalinhos, animais tão simpáticos – ou até póneis, sei lá eu -, não me passaram já pelo estreito? Que haja quem, em plena posse das suas faculdades mentais, opte por incluir no cardápio cavalo, eu posso não entender (embora custe a aceitar). Mas eu, sinceramente, dispensava. Conclusão: acho que está na altura certa de me tornar vegetariana.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Elas falam mais? Pudera, eles não ouvem!

As mulheres falam mais do que os homens, diz uma psiquiatra norte-americana, que se socorre de estudos para, no livro O Cérebro Humano, constatar que as senhoras falam 20 mil palavras por dia, enquanto os homens não passam das sete mil.
Não posso dizer que tenha ficado surpreendida. Pelo contrário, o que é uma novidade para muitos, só comprova a minha teoria: que as mulheres têm que falar mais para fazer frente à dificuldade que os homens têm de nos ouvir. Sim, porque mesmo quando parece que nos devotam uma atenção extrema, a verdade é que estão a milhas, a pensar sabe-se lá no quê - ou, pior, em quem.
Por isso, forçam-nos a gastar o nosso latim, a desperdiçar palavras numa tentativa vã, sei-o bem, de conseguir transmitir uma mensagem que, na realidade, dificilmente conseguem reter. A não ser, claro, se houver interesse ou se tiverem alguma coisa a ganhar com o assunto. Ou, quem sabe, sob ameaça.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O que faz um casamento feliz



Qual amor, qual paixão, qual quê. Para os portugueses, ter uma casa de jeito é que importa para um casamento feliz. De 1 a 3, sendo 1 pouco importante e 2 muito importante, ter “boa habitação” está ali nos 2,2, um valor que é igual ao “ viver separado dos sogros”. Coisas giras que se podem encontrar no POP, o Portal da Opinião Pública.