É engraçado
como o entusiasmo inicial (e genuíno) que antecede mais uma (longa) viagem se
transforma, à medida que se aproxima a data da partida, numa vontade de por cá
ficar. Chicago pode ter muitos encantos, mas não chegam para compensar as saudades
de casa.
quarta-feira, 29 de maio de 2013
terça-feira, 7 de maio de 2013
Prontos para todo o serviço
Confesso aqui o meu fascínio pelo trabalho da GNR, que tem tanto de difícil como de diversificado.
Depois de, na segunda-feira, ter anunciado a apreensão de vários quilos de «amêijoa e berbigão indocumentados» - ilegais, portanto -, ontem lançou uma operação de busca a... dois touros de 500 quilos que fugiram do criador em Viana do Castelo. Uma acção perigosa, tanto mais que, avançava a informação da Lusa, um dos touros «não estaria muito habituado ao contacto com pessoas».
Depois de, na segunda-feira, ter anunciado a apreensão de vários quilos de «amêijoa e berbigão indocumentados» - ilegais, portanto -, ontem lançou uma operação de busca a... dois touros de 500 quilos que fugiram do criador em Viana do Castelo. Uma acção perigosa, tanto mais que, avançava a informação da Lusa, um dos touros «não estaria muito habituado ao contacto com pessoas».
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Conversas bicudas
As conversas
estão cada vez mais animadas. E começam a complicar-se (para o meu lado,
claro). Os 5 anos trouxeram com eles ainda mais perguntas (a idade dos porquês
começou aos 3 e parece não ter fim à vista), algumas de resposta difícil. Como
aquela que começou com um olhar demorado nas suas pernas.
- “Mãe, eu
tenho as pernas tão compridas! Porque é que a minha pilinha é tão pequena e as
pernas tão grandes?”
Confesso
que fui apanhada desprevenida. Não estava mesmo à espera e não fui capaz de dar
uma resposta à altura de um bom livro de psicologia infantil.
- “Mas tu
querias ter a pilinha do tamanho das pernas?”, perguntei eu, na esperança de
que a coisa ficasse por ali.
- “Não
sei... mas a pilinha vai crescer, não vai?”
Decidi
retirar-me. Quando não os podemos vencer, o melhor mesmo é fugir. E eu não
tinha mesmo forma de sair por cima daquela conversa.
terça-feira, 23 de abril de 2013
A dieta do coma tudo e beba Coca-Cola
Ainda mal refeita da perda de uma entrevista de 56
minutos, que acabou por se conseguir recuperar, ainda que não na sua totalidade
(por isso é que continuo a defender, sob pena de ser considerada Velho do
Restelo, que estas coisas dos gravadores são muito bonitas, mas não há melhor
que escrever), decidi que está na hora de experimentar a dieta Dukan. É certo
que uma coisa não tem nada a ver com a outra, mas isso também não interessa
nada.
“A dieta de Beyoncé, Kate Middleton, Jennifer Lopez,
Nicole Kidman, Gisele Bundchen e Penélope Cruz”, como diz na capa do livro, não
me conquistou logo à primeira. Nada disso. Foi preciso ir até à página 99, que
é aquela onde está o resumo deste regime alimentar, para perceber que pode ser
desta que consiga seguir uma dieta.
E isto porque, logo para começar, a dieta não dura
mais de 10 dias. Mas isto é para os casos graves, o que, felizmente não é o
meu. Para mim, bastam cinco dias.
Começamos bem. A seguir, o senhor Pierre Dukan, que
tem mais de 40 anos de experiência em nutrição clínica, diz que não só
aconselha que se beba Coca-Cola (desde que light), como recomenda. Depois, diz
ainda: “podem comer o que quiserem ou o que mais vos convenha sem limite de
quantidade e a qualquer hora do dia”. Mas atenção: não é tudo, tudo. Só se pode
comer aquilo que consta na lista do senhor. Por exemplo, carnes magras, todo o
tipo de peixe, todo o tipo de marisco, carne de aves, ovos, lacticínios magros,
1,5 litros de água, café, chá, tisanas, mostarda e mais umas coisinhas. E o
resultado: para uma dieta de 5 dias, as perdas de peso variam, “habitualmente,
entre os 2 e os 3 quilos”.
Tá feito. Daqui a cinco dias ninguém me vai reconhecer.
terça-feira, 26 de março de 2013
Emoções contagiosas
Elsa Punset, uma espanhola especialista em educação emocional, diz, no seu livro 'Uma Mochila para o Universo', que o «pessimismo é contagioso». De resto, segundo ela, todas as emoções são contagiosas, sobretudo as negativas. O que explica muita coisa.
Mas diz mais. Diz, por exemplo, que um bom abraço deve durar pelo menos seis segundos. «O abraço faz-nos sentir bem, alivia a solidão, ajuda a superar os medos» e, não menos importante, «as pessoas que abraçam envelhecem mais devagar». O que também ajuda a explicar porque há pessoas, tão novas de idade, mas tão velhas de espírito. Uns abracinhos resolviam muitos dos seus problemas.
«Sentimo-nos confortáveis e mais felizes se tivermos entre cinco e 12 amigos ou relações próximas», diz ainda Elsa Punset. Correndo o risco de me repetir, mais uma vez isso ajuda a justificar tanta coisa. Mas o que a especialista não diz é que há pessoas com as quais é impossível estabelecer relações de amizade, pessoas amargas, que destilam ódio e inveja e que apenas parecem bem quando os outros estão mal. E, digo eu, mais difícil do que viver com as nossas emoções, é conseguir controlá-las para nos tornarmos imunes a pessoas como estas. Coisa que ainda não consegui.
Mas diz mais. Diz, por exemplo, que um bom abraço deve durar pelo menos seis segundos. «O abraço faz-nos sentir bem, alivia a solidão, ajuda a superar os medos» e, não menos importante, «as pessoas que abraçam envelhecem mais devagar». O que também ajuda a explicar porque há pessoas, tão novas de idade, mas tão velhas de espírito. Uns abracinhos resolviam muitos dos seus problemas.
«Sentimo-nos confortáveis e mais felizes se tivermos entre cinco e 12 amigos ou relações próximas», diz ainda Elsa Punset. Correndo o risco de me repetir, mais uma vez isso ajuda a justificar tanta coisa. Mas o que a especialista não diz é que há pessoas com as quais é impossível estabelecer relações de amizade, pessoas amargas, que destilam ódio e inveja e que apenas parecem bem quando os outros estão mal. E, digo eu, mais difícil do que viver com as nossas emoções, é conseguir controlá-las para nos tornarmos imunes a pessoas como estas. Coisa que ainda não consegui.
quarta-feira, 20 de março de 2013
terça-feira, 26 de fevereiro de 2013
Comer gato por lebre, ou melhor, cavalo por vaca
A saúde pública nunca esteve em causa, dizem os senhores
da ASAE ao mesmo tempo que apreendem dezenas de quilos de carne vendida como
vaca, mas que é tão cavalo, tão cavalo, que só lhe falta mesmo relinchar. E eu
fico a pensar: quantas toneladas de cavalo é que eu não comi já nesta minha
vida? Quantos cavalinhos, animais tão simpáticos – ou até póneis, sei lá eu -,
não me passaram já pelo estreito? Que haja quem, em plena posse das suas
faculdades mentais, opte por incluir no cardápio cavalo, eu posso não entender (embora custe a aceitar). Mas eu, sinceramente, dispensava. Conclusão: acho que está na altura
certa de me tornar vegetariana.
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