terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Entrevistas
Descobri que o meu filho de três anos tem mais jeito do que eu para fazer entrevistas em vídeo. Um sinal de que o melhor mesmo é encostar a câmara - que aliás nunca tive interesse em manejar - a um canto e dedicar-me ao que sei fazer melhor que ele: escrever (isto, claro, porque ele ainda não aprendeu).
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Nove anos?
Nove anos? Já passaram quase nove anos? É engraçado como eu os sinto no corpo (aquelas calças de que tanto gostava já não passam da anca e são cada vez mais os cabelos brancos que insistem em contrastar com a cabeleira mais escura), mas não me pesam quando penso em nós. Já lá vai mais de uma década desde aquele primeiro encontro, na entrada do cinema S. Jorge, dos telefonemas que me trocaram as voltas, das conversas sem fim, da caminhada de mais de dez quilómetros a pé em busca de gasolina, da aventura em Tróia, da passagem de ano sem dormir... e apesar do calendário insistir que já lá vão nove anos desde aquele dia surreal, com direito a passadeira vermelha, a banda de música pimba, a bolo em forma de chapéu, a algumas lágrimas e fotografias desfocadas, parece que foi apenas ontem que te vi pela primeira vez.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Máquina de infectar
Estar doente é das piores coisas que há. Mas estar doente e ser tratado como um ninho de germes, capaz de infectar só através do olhar, é ainda pior. Ter o médico à nossa frente, aquele que tem por missão proporcionar o tão desejado alívio - ou pelo menos tentar -, e vê-lo rolar os olhos e tapar apressadamente a boca com uma máscara quando lhe descrevemos as dores do corpo, vê-lo ignorar as nossas dúvidas e garantir que não é nada, sem no entanto abdicar da máscara que lhe protege o organismo daquilo que castiga o nosso... Enfim, digamos que não nos traz o conforto pretendido.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
domingo, 16 de janeiro de 2011
Peixinho fresco
Confesso que tenho, como quase toda a gente (mesmo os que dizem que não acreditam, como eu), curiosidade em ver o que o horóscopo me revela. E foi com choque que recebi a notícia de que os signos tinham mudado. Depois de uma vida inteira como Peixes, não me imagino a marrar contra ninguém, como o Carneiro, a dar ferroadas, como o Escorpião (desculpa, mãe, mas é um facto que de vez em quando também deitas o teu veneno) ou a racionalizar tudo, mesmo aquilo que a razão não consegue explicar, como o Virgem. Sou Peixe de corpo e alma e mesmo não acreditando naquilo que as Mayas e Paulos Cardoso por aí dizem, acho que, de alguma forma, os astros influenciam a nossa vida (claro que um certo mapa astral, que previu uma série de coisas, improváveis na altura, mas que se vieram a realizar ajudou na minha crença).
Por isso, foi com enorme alegria que verifiquei que Peixe continuo a ser, metida com as minhas águas...
Por isso, foi com enorme alegria que verifiquei que Peixe continuo a ser, metida com as minhas águas...
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
Ai, que dor
Começar um programa de fitness, com ginástica de cair para o lado, na mesma altura em que tenho que dividir o tempo entre o trabalho, a casa e ainda uma formação de 40 horas não me parece ter sido a escolha mais inteligente. Só tenho mesmo uma coisa a dizer: Ai!!!
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