A Sábado tem esta semana uma peça que prova que os animais podem ser tão ou mais românticos que os outros animais, os ditos racionais. Desde pássaros que fazem serenatas, a golfinhos que dão presentes, tudo são suspiros amorosos, ais e uis de amor assolapado. Isto até chegar ao parágrafo que fala das relações amorosas dos ácaros. Saber que,
"na sua minúscula existência, ácaros vermelhos de veludo são dos mais criativos: desenham caminhos de seda e teias para as fêmeas seguirem.Se elas gostarem, e forem até ao fim do percurso, encontrarão um depósito de esperma sobre o qual se deverão sentar"
é informação que, pelo menos para mim, era dispensável. Nunca mais vou conseguir olhar da mesma maneira para a cama, o sofá ou a carpete!
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quinta-feira, 2 de junho de 2011
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Sou pelo amor
Sou pelo amor, pela paixão assolapada, pelo bater descompassado de um coração que se quer apaixonado. Sou pela sensação de segurança apenas capaz de ser sentida num regaço especial, sou pelos suspiros que interrompem o pensamento apenas porque sim, sou pelos risinhos sem sentido, mas bem sentidos. Sou pela alegria de poder partilhar mesmo as coisas mais insignificantes, de sonhar a dois, que é, acredito, a melhor forma de o fazer. Sou a favor dos finais felizes, com direito a fogo de artifício e tudo, e acredito no amor eterno, embora não tenha um osso romântico no corpo. Por isso e porque, para mim, o mais importante não é aquilo que mostramos, mas o que sentimos, fiquei muito feliz por saber que o amor ainda pode vencer.
Para ti, P., um beijo muito grande e os desejos de que a tua vida a dois, se não mais, pelo menos possa ser tão feliz como a minha.
Para ti, P., um beijo muito grande e os desejos de que a tua vida a dois, se não mais, pelo menos possa ser tão feliz como a minha.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Nove anos?
Nove anos? Já passaram quase nove anos? É engraçado como eu os sinto no corpo (aquelas calças de que tanto gostava já não passam da anca e são cada vez mais os cabelos brancos que insistem em contrastar com a cabeleira mais escura), mas não me pesam quando penso em nós. Já lá vai mais de uma década desde aquele primeiro encontro, na entrada do cinema S. Jorge, dos telefonemas que me trocaram as voltas, das conversas sem fim, da caminhada de mais de dez quilómetros a pé em busca de gasolina, da aventura em Tróia, da passagem de ano sem dormir... e apesar do calendário insistir que já lá vão nove anos desde aquele dia surreal, com direito a passadeira vermelha, a banda de música pimba, a bolo em forma de chapéu, a algumas lágrimas e fotografias desfocadas, parece que foi apenas ontem que te vi pela primeira vez.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Amor de mãe
Há coisas que nunca pensámos que nos pudessem vir a acontecer. E, sem qualquer aviso, tudo muda depois de ter um filho. Nesta altura, a vida ganha uma nova máxima. E já não falo das nódoas constantes na roupa, marcas que as pequenas mãozinhas teimam em deixar, aqueles pedaços de comida que só reparamos quando chegamos ao trabalho ou, pior, quando os outros nos chamam a atenção com um olhar reprovador que, sem precisar de palavras, grita a alto e bom som: "grande badalhoca". Depois, há o chichi que, qual mangueira incontrolável, nos teima em regar mesmo quando pensamos que já nada nos apanha desprevenidos. Hoje, tive uma estreia com direito a banho completo (meu) e muda de roupa: um banho de vómito. Já imagino os olhares de repugnância e aversão, as exclamações de horror, os trejeitos de pena. Mas a verdade é que, no meio da confusão que subitamente se instalou em casa, da correria para evitar ainda mais estragos (sei agora que pior era mesmo impossível), a sensação não foi, como imagino teria sido há uns anos, a de horror. A sujidade que me cobria nunca me incomodou. O que mais impressão fazia era mesmo o choro e aflição de quem não queremos ver chorar, a pressa em ter tudo bem, para que ele também ficasse bem. Quanto ao resto, podia esperar. A roupa acabou por se mudar e o banho apagou todos os vestígios daquele momento. Depois ficou a certeza: se não é isto o amor de mãe, não sei o que será.
terça-feira, 9 de março de 2010
A vida é bela
E se de repente alguém lhe oferecer flores?
Confesso que não sou grande fã dos bouquets. Ver os bonitos ramos a perder lentamente o viço nas jarras, a deixar cair folhas e pétalas até à decadência total e ao destino final - o caixote do lixo - faz-me muita confusão. Mas tenho que admitir que receber um ramo de rosas quando menos se espera, sobretudo quando este é presenteado pelo amor da nossa vida, faz maravilhas pelo ego. A verdade é que custa tão pouco fazer uma mulher feliz!
Confesso que não sou grande fã dos bouquets. Ver os bonitos ramos a perder lentamente o viço nas jarras, a deixar cair folhas e pétalas até à decadência total e ao destino final - o caixote do lixo - faz-me muita confusão. Mas tenho que admitir que receber um ramo de rosas quando menos se espera, sobretudo quando este é presenteado pelo amor da nossa vida, faz maravilhas pelo ego. A verdade é que custa tão pouco fazer uma mulher feliz!
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