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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Choramingas

Não me lembro de alguma vez ter derramado uma lágrima a ler um livro. Tenho quase a certeza de nunca ter acontecido, ao contrário do que se passa com os filmes - qualquer um me faz chorar, às vezes ao estilo de uma autêntica madalena arrependida. Por isso, foi com surpresa que senti uma lágrima a romper quando terminei O Sítio das Coisas Selvagens. E o pior foi, no meio de uma viagem num comboio cheio de gente, tentar disfarçar quando a segunda, terceira e seguintes lágrimas ignoraram o meu desejo e se lançaram cara abaixo, qual rio descontrolado. Por isso, agora, decidi mudar o estilo de leitura. E O Diário a Rum promete muitas sensações, mas nenhuma que me leve às lágrimas.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Para maiores de... 4


Já não me lembrava da última vez que tinha ido ao cinema. Não me recordava qual o filme, a hora do dia ou até o cheiro das pipocas que acaba sempre por invadir as salas. Com certeza tinha sido há muito, num passado ainda a dois.
E de repente, tudo mudou.
Os quase quatro anos de idade trouxeram com eles um apetite cinéfilo difícil de contentar. Resultado: a minha bagagem cinematográfica está mais rica, ou pelo menos mais colorida. Depois do Winnie e do seu apetite insaciável por mel, do Po e dos seus golpes - de barriga e não só -, dos truques de karaté que partilha com o Grou, a Tigreza, o Mestre Macaco, o Louva ou a Víbora, vieram os carros, a velocidade, o barulho dos motores a acelerar e, confesso, uma ou outra ocasional passagem pelas brasas, que isto de ir ver filmes depois do almoço tem destas coisas.
E com isto chego à conclusão, algo desoladora, que, em apenas um mês, já fui mais vezes ao cinema do que em vários anos da minha vida. E sempre para ver filmes para maiores de 4... ou 6!