O céu estava azul. O mar calmo. No cais de embarque, com o seu mini colete salva-vidas já bem apertado, o G. esperava ansiosamente por entrar a bordo do 'Estou para ver'. Olhou para mim com uma ansiedade mal contida e eu pensei, com um orgulho desmedido, que o rapaz já não era mesmo um bebé. Claramente sai à mãe, veio-me de imediato à mente.
O capitão assumiu o seu posto e dirigiu-se às cerca de duas dezenas de pessoas que aguardavam pela oportunidade de ver Cascais a partir do mar.
"Isto não é nenhuma brincadeira", disse o ex-pescador. "Saber colocar o colete salva-vidas como deve ser pode fazer a diferença entre a vida e a morte", acrescentou. E continuou o seu discurso. Ao longo de cerca de quinze minutos, que mais pareceram duas horas, explicou o quão horrível pode ser a morte no mar, que morrer afogado não é pêra doce, que temos que ter cuidado com as rochas, para não morrer esmagado... Em cada fase, a palavra morte, usada como substantivo ou verbo, teve sempre lugar marcado.
O G. olhou para mim e gritou, com a força permitida pelos seus pequenos pulmões, um "não" aterrado. Eu esbocei um sorriso amarelo e fingi não ter percebido. Enfiei-lhe à pressa um doce na boca, na esperança de que se calasse. Sem resultado, Ele voltou a gritar, uma, duas, três vezes... "Eu não vou! ", dizia, quando o que queria mesmo dizer era: "não me deixes ir para a morte certa".
Conclusão: depois de me ter levantado às sete da manhã de um domingo, de ter andado a correr, em stresse, no dia destinado ao descanso, o que deveria ter sido o nosso primeiro passeio de barco a três acabou connosco em terra, a ver o barco desaparecer no horizonte.
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quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011
That's all folks
É com orgulho que posso dizer que sobrevivemos a 1200 quilómetros de carro com um puto de 3 anos. Para além das 14 horas dentro de uma viatura, ainda enfrentámos com sucesso as mesmas 14 horas de músicas do Ruca, Serafim, Panda, Sponge Bob, 4 Amiguinhos e afins, vários (longos) minutos – senão horas – de perguntas como: “Falta muito?”, “Quando é que chegamos?”, “Estou farto de estar no carro!”, “Então não saímos daqui?”, as idas à casa de banho (ou arbustos, como preferirem)... Tudo isto para concretizar o sonho de ver os looney toons em pessoa.
O destino foi o Parque Warner, em Madrid. E para quem estiver a pensar fazer proeza idêntica, aqui ficam algumas dicas, aquelas que eu bem procurei antes de ir mas não consegui encontrar em lado nenhum.
- As portas do parque abrem às 10h00. Mas isso não significa acesso aos divertimentos. Quer apenas dizer que as pessoas podem entrar nas lojas e deixar lá o dinheiro, coisa fácil, de resto. É que são caríssimas! Quanto aos divertimentos, abrem às 11h00.
- Os personagens não estão sempre disponíveis. Ou seja, não andam pelo parque. Há horas marcadas para aparecerem e tirarem fotografias com quem quiser. Sem pagar nada. Depois, há outros aos quais apenas se tem acesso no interior das suas casas (o Bugs Bunny estava apenas na sua toca, o Daffy Duck no seu camarim e o Piu-Piu na casa da avozinha). Mas com estes, cada fotografia custa 14 euros.
- Confirma-se: não se pode levar nem comida, nem bebidas para o interior do parque. As mochilas e malas são mesmo revistadas. Mas há máquinas de venda de bebidas espalhadas por todo o lado. E depois de comprada uma garrafa, esta pode sempre ser enchida de novo nos bebedouros ou casas de banho.
- A comida é horrível. Mas são muitas as casas que a disponibilizam. Hambúrgueres, mais hambúrgueres, um frango plastificado, massa com apecto duvidoso... E cara, bastante cara...
- Pode entrar-se com o carrinho do bebé, que dá muito jeito, quanto mais não seja para levar as mochilas...
- Quanto à viagem até Madrid, faz-se bem de carro. Até à capital espanhola as estradas são óptimas, não se paga portagens e o combustível é 40 cêntimos por litro mais barato. Logo, nem sai muito caro. Mas cansa...
Resumindo e concluindo, vale a pena. Os sorrisos, as gargalhadas, os suspiros de emoção compensam todo o restante sofrimento.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ir ou não ir?
Ir ou não ir. Esta tem sido a grande questão lá por casa. A tentação de ir é grande e não é apenas o mais novo elemento da família que o pede. Surpreendentemente, dou por mim a pensar como seria agradável conviver com o Mickey, Mini e afins, travar conhecimento com o Buzz ou com o Aladino, fugir dos monstros que em vão tentaram assustar a Boo... Como se ainda não estivesse cansada das maratonas televisivas em que os referidos acima são uma presença constante. Como se a viagem feita há uns anos não me tivesse já permitido conhecer todos estes e muitos mais. Ir ou não ir? A pergunta promete dar ainda muito que falar...
terça-feira, 13 de julho de 2010
Férias, férias, férias....
O site Hotéis.com enviou-me hoje um mail com imagens dolorosas. Não, não eram fotos de uma qualquer guerra, de mortos, feridos ou estropiados ou tão pouco de uma catástrofe natural. Não. Mas a dor que senti ao vê-las não foi inferior, sobretudo quando já cheira a férias, quando o cansaço de um ano de trabalho quase sem interrupções já pesa... Os senhores sugerem aos viajantes que fiquem alojados nos locais com as melhores vistas. Eu concordo com as sugestões, mas que isto parece uma autêntica tortura, lá isso parece.
Esta é de Machu Pichu, uma cidadezinha que não me importava nada de visitar. E esta é a vista de um dos quartos do Machu Picchu Sanctuary Lodge, um modesto hotel de quatro estrelas, à beira da Montanha Huyana Picchu e do Rio Urubamba.
O Intercontinental Hong Kong parece ser um hotel ainda mais modesto que o anterior. E a vista... palavras para quê?
Se me perguntassem se eu gostava de ir à Tailândia, a resposta não é muito difícil. Nem por isso. Mas esta imagem podia facilmente fazer-me mudar de ideias - vista da Baía de Phang Nga, a partir de um dos quartos do Aleenta Resort e SPA.
Esta é de Machu Pichu, uma cidadezinha que não me importava nada de visitar. E esta é a vista de um dos quartos do Machu Picchu Sanctuary Lodge, um modesto hotel de quatro estrelas, à beira da Montanha Huyana Picchu e do Rio Urubamba.
O Intercontinental Hong Kong parece ser um hotel ainda mais modesto que o anterior. E a vista... palavras para quê?
Se me perguntassem se eu gostava de ir à Tailândia, a resposta não é muito difícil. Nem por isso. Mas esta imagem podia facilmente fazer-me mudar de ideias - vista da Baía de Phang Nga, a partir de um dos quartos do Aleenta Resort e SPA.
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Alce, onde estás tu?
Ainda não foi desta que vi um alce, mas esteve quase. À medida que nos aproximávamos do hotel em Almhult, que fica praticamente no meio do bosque, multiplicavam-se os avisos: cuidado com os alces. Ontem de manhã (leia-se às 4h40, hora que a luz do sol fez o favor de me acordar), quando corri as cortinas e olhei para fora da janela, tive pena de não ter um visitante ali fora, à minha espera. Talvez para a próxima. É que, se o ditado estiver certo e não houver mesmo duas sem três, a Suécia ainda me vai receber novamente.
P.S. Agosto é definitivamente milhões de vezes melhor que Maio para fazer uma visita à Escandinávia. E eu até gosto de frio, mas há limites para tudo. Nunca dei tanto valor ao calorzinho nacional...
P.S. Agosto é definitivamente milhões de vezes melhor que Maio para fazer uma visita à Escandinávia. E eu até gosto de frio, mas há limites para tudo. Nunca dei tanto valor ao calorzinho nacional...
Viagem emocionante
Viajar de avião é sempre uma emoção para os meus ouvidos. Mas viajar de avião entupida até à raiz dos cabelos consegue ser ainda mais emocionante. Os senhores da TAP, sabiamente avisam: se estiver congestionado, ponha umas gotas. O pior é mesmo quando as gotas não conseguem passar a barreira da ranhoca. Resultado: quando se aterra, não só mal ouvimos, como ainda mal conseguimos ver, já que a congestão espalha-se por ali fora.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
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