Foi duro. Quatro semanas depois da despedida, eis-me de regresso à mesma secretária empoeirada, junto ao mesmo computador que não conhece o significado da palavra rapidez, a lutar com a mesma impressora que insiste em engolir o papel... E é duro quando, na hora de sair de casa, o G., ainda com três anos, mas já a abraçar a autoridade dos quatro, me pergunta:
- "Onde vais?"
- "Trabalhar", respondo, crente de que a pergunta é reveladora de umas saudades incontroláveis.
- "Dois dias seguidos?", volta ele.
- "Sim", digo. "Sabes, eu trabalho todos os dias."
- "Mas não trabalhaste durante muito tempo", continua ele, sem vontade de se dar por vencido.
- "Pois... a isso chamam-se férias. E já acabaram."
O olhar pensativo dá lugar a um encolher de ombros. E depois, a resposta, que põe um ponto final na conversa.
"Que pena... para ti!"
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
The dog days are over
A poucas horas de entrar de férias dou por mim a fazer um balanço de mais uma jornada de trabalho. E curiosamente descubro que, ao contrário de anos anteriores, aguentava mais uns dias - ou quiçá semanas - antes de me despedir da rotina das 11h00 às 19h00, da irritação causada por um computador que insiste em ter vontade própria, dos textos com números, da crise tornada tema recorrente, dos assuntos sem interesse, das pessoas sem interesse... enfim.
O que pode, vistas bem as coisas, significar que a minha capacidade de abstracção atingiu um novo nível, de tal forma que a maior parte das coisas que irritam me têm mesmo passado ao lado, ou então que, pura simplesmente, me tornei mais tolerante, menos exigente - comigo e com os outros -, mais prática. Que deixei de pensar mil vezes, de tentar encontrar significados escondidos em meias palavras, de levar a peito o que até nem tem a ver comigo. Ou seja, que finalmente cresci.
Mas seja como for, dou as boas-vindas às férias com o mesmo entusiasmo de sempre e recebo de braços abertos os dias a três, os encontros a 20 (ou mais), os almoços ao ar livre, as viagens sem destino traçado, as brincadeiras no parque, os mimos, os planos que não conseguem vencer o apelo do sofá. E que venham elas, as férias... É como diz sabiamente a música: "the dog days are over".
O que pode, vistas bem as coisas, significar que a minha capacidade de abstracção atingiu um novo nível, de tal forma que a maior parte das coisas que irritam me têm mesmo passado ao lado, ou então que, pura simplesmente, me tornei mais tolerante, menos exigente - comigo e com os outros -, mais prática. Que deixei de pensar mil vezes, de tentar encontrar significados escondidos em meias palavras, de levar a peito o que até nem tem a ver comigo. Ou seja, que finalmente cresci.
Mas seja como for, dou as boas-vindas às férias com o mesmo entusiasmo de sempre e recebo de braços abertos os dias a três, os encontros a 20 (ou mais), os almoços ao ar livre, as viagens sem destino traçado, as brincadeiras no parque, os mimos, os planos que não conseguem vencer o apelo do sofá. E que venham elas, as férias... É como diz sabiamente a música: "the dog days are over".
quinta-feira, 24 de março de 2011
Ir ou não ir?
Ir ou não ir. Esta tem sido a grande questão lá por casa. A tentação de ir é grande e não é apenas o mais novo elemento da família que o pede. Surpreendentemente, dou por mim a pensar como seria agradável conviver com o Mickey, Mini e afins, travar conhecimento com o Buzz ou com o Aladino, fugir dos monstros que em vão tentaram assustar a Boo... Como se ainda não estivesse cansada das maratonas televisivas em que os referidos acima são uma presença constante. Como se a viagem feita há uns anos não me tivesse já permitido conhecer todos estes e muitos mais. Ir ou não ir? A pergunta promete dar ainda muito que falar...
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