Nunca fui fã de malas. E não, não andava, como é típico do sexo oposto, com a carteira no bolso traseiro das calças. Gostava mesmo era de mochilas, de ter duas alças às costas, e nunca percebi o fascínio pelas alças únicas e os debates, tantas vezes longos, sobre esta e aquela mala.
Por isso é que não percebo o que se passa comigo. Porque é que, de repente e depois de já ter gasto, num mês, um balúrdio em duas malas que, não há muito tempo seria impensável sequer nelas pousar o olhar, dou por mim constantemente a admirar malas, a experimentá-las e a imaginá-las cheias com as minhas tralhas. E com a aproximação do Natal, não resisto a pedir mais uma. Ou duas. Pelo menos aquela que vi esta semana numa loja.