segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Saudades do frio
Voltou o calor. E apesar de, à minha volta, toda a gente se mostrar muito satisfeita com o adiar da chegada do Outono, eu cá estou bem longe da satisfação. Já estou a imaginar as vozes de revolta contra a minha paixão pelo tempo mais fresco, mas quando digo que gosto do frio, não quero com isto dizer que gosto de passar frio ou de apanhar chuva. São duas coisas bem diferentes. O que gosto é do que acompanha o frio, ou seja, das chávenas de chocolate bem quentinho, das camisolas de golas alta, de sentir o peso das mantas quando me deito na cama, do cheiro da lenha quando anoitece, do perfume da terra molhada... E quando comparo com o que me traz à memória o calor - corpos suados, desconforto, sede - não tenho mesmo dúvidas: eu quero o frio!!
domingo, 11 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Quero uma assim
Gosto do dormir. É um facto incontornável, apesar de, admito, ter dado as noites de sono como garantidas. Agora, que se vão tornando mais raras, o dormir tornou-se quase uma obsessão, algo sem o qual não consigo mesmo passar. Por isso é que notícias como a que ontem li no site do Expresso me dão autênticos arrepios. Noticiava o semanário, na sua página web, que há umas camas - as Hastens -, suecas como os amigos do IKEA, que desafiam quem nelas se deitar a manter os olhos abertos. Mais, dizia ainda a mesma notícia, o modelo mais elaborado, o supra sumo, é feito com crina de cavalo, algodão, linho, tudo cosido à mão, "técnica de construção de navios com pregos em madeira mais dura para os encaixes das estruturas da cama", etc, etc, etc... A Vividus, assim se chama esta preciosidade, conquistou-me. Quero uma assim para as poucas horas que as minhas de noites de sono actualmente me reservam. Mas há algo que me separa deste sonho em forma de cama: os 59 990 euros que custa.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Quem não vê é como quem não ouve?
Há um fenómeno curioso que não sei se é comum a quem usa óculos mas que eu, como quatro-olhos ou caixa-de-óculos que sou, sinto cada vez que tiro as lunetas da cara. Como se não bastasse não ver um palmo à frente do nariz, fico ainda meio surda. Ou seja, tenho muita dificuldade em ouvir o que as pessoas me dizem, já que não as enxergo bem. Acho que os cientistas que por aí andam bem podiam debruçar-se sobre este fenómeno que, na minha modesta opinião, contradiz a teoria de que quando perdemos um sentido, apuramos os restantes.
À procura de uns pulmões
O site do i tinha hoje uma notícia no mínimo insólita. Segundo consta, foram roubados os pulmões que integravam a exposição sobre o corpo humano, aquela que também já esteve em Portugal, e que agora se encontra em paragens mais distantes, Lima, no Peru.
É verdade que todos precisamos de pulmões, mas o que terá passado na cabeça de alguém para roubar os que ali se mostravam, ainda para mais que, segundo a organização, não estavam propriamente em bom estado, ultrapassa o meu simples entendimento. Se alguém os vir por aí, oferecem-se dois mil dólares de recompensa.
É verdade que todos precisamos de pulmões, mas o que terá passado na cabeça de alguém para roubar os que ali se mostravam, ainda para mais que, segundo a organização, não estavam propriamente em bom estado, ultrapassa o meu simples entendimento. Se alguém os vir por aí, oferecem-se dois mil dólares de recompensa.
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Obrigada, Conan
Ontem a SIC Radical brindou-nos com o Tonight Show, agora com o Conan O'Brien. Eu até gosto do Jimmy Fallon, mas o Late Night nunca mais foi o mesmo para mim desde que o Conan disse adeus e partiu para um novo horário. Por isso, o regresso do senhor ruivo foi recebido com grande ansiedade e elevadas expectativas. E eis que não desiludiu. Para além de ficar a saber que existe um americano que faz dos fritos o único item da sua ementa - come tudo frito, desde bolachas Oreo até courgettes recheadas com salsicha -, Conan deu-nos ainda a possibilidade de conhecer um jogo inventado pelo Ricky Gervais, o Offal Jim Jam, cujas palavras, quaisquer que fossem, não estariam à altura de tamanha originalidade. Obrigada, Conan e, claro, Ricky. A minha cultura geral agradece, apesar de nunca mais voltar a ser a mesma.
Prémios para lá de nobel
Sabia que as vacas dão mais leite quando têm nome? Pois é. A descoberta, de importância considerável para todos os que desejarem produzir mais leitinho, não passou despercebida e mereceu mesmo o Prémio IgNobel da Medicina Veterinária. E porque as vacas foram aqui as grandes estrelas, o prémio teve dedicatória à altura de Purslane, Wendy e Tina, as vacas «mais gentis» que uma das investigadoras diz ter conhecido. Sem elas, a vitória não teria sido possível, com toda a certeza.
Mas há mais. O prémio da Paz foi para uma dupla suíça, que determinou qual a melhor forma de levar com uma garrafa de cerveja na cabeça: de vazia, se cheia.
Um dos melhores, de acordo com a minha modesta escolha, é o da Economia. Ora graças a um grupo de investigadores islandeses, ficámos a saber que os pequenos bancos podem transformar-se em grandes e vice-versa. Acredito que o futuro da Economia nunca mais será o mesmo.
Na Física, a vitória foi conseguida por um grupo da Universidade do Texas, determinado a perceber porque é que as grávidas não caem devido ao peso da barriga.
Diamantes nascidos a partir de tequila foi a investigação que mereceu o IgNobel da Química, enquanto o da Saúde Pública foi para um trio norte-americano que conseguiu transformar um soutien em duas máscaras de gás, essencial no caso, por exemplo, de uma catástrofe nuclear.
Mas há mais. O prémio da Paz foi para uma dupla suíça, que determinou qual a melhor forma de levar com uma garrafa de cerveja na cabeça: de vazia, se cheia.
Um dos melhores, de acordo com a minha modesta escolha, é o da Economia. Ora graças a um grupo de investigadores islandeses, ficámos a saber que os pequenos bancos podem transformar-se em grandes e vice-versa. Acredito que o futuro da Economia nunca mais será o mesmo.
Na Física, a vitória foi conseguida por um grupo da Universidade do Texas, determinado a perceber porque é que as grávidas não caem devido ao peso da barriga.
Diamantes nascidos a partir de tequila foi a investigação que mereceu o IgNobel da Química, enquanto o da Saúde Pública foi para um trio norte-americano que conseguiu transformar um soutien em duas máscaras de gás, essencial no caso, por exemplo, de uma catástrofe nuclear.
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