Às vezes temos as pessoas por garantidas. Achamos que, só porque estiveram ali a nossa vida inteira, nunca vão deixar de estar. Imaginamo-las como rochedos e nunca pensamos em como seria sem elas, até porque, como rochas que são, nem um abalo mais forte as poderia derrubar...
E mesmo quando somos confrontados com as suas fragilidades, forçados a olhá-las como as pessoas que são, mesmo assim continuamos a acreditar que tudo vai passar. Afinal, para onde é que podiam ir, se sempre estiveram ao nosso lado, ainda que fisicamente distantes? E pensamos: mas eu não quero que vá! E esperneamos, choramos, fazemos birras, como se isso fosse suficiente, como se a nossa vontade conseguisse atrasar o destino.
Porque é que temos as pessoas por garantidas? Porque é que pensamos sempre que o tempo que com elas tivemos foi pouco quando tantas vezes nada fazemos para o apreciar? Porque é que não queremos que vão quando pouco fizemos para que ficassem?
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Animais no Metro
Confesso que, nas muitas voltas dadas pelo Metro de Lisboa, nunca parei para tentar identificar animais desenhados no mapa das linhas. Talvez porque a minha atenção é sempre desviada para a fauna que, não raras vezes, povoa as muitas carruagens. Mas um grupo de adeptos do Metro londrino decidiu fazê-lo e descobriu uma autêntica arca de Noé.
http://www.animalsontheunderground.com/
domingo, 12 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
Sou feliz
Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.
Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto.
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.
Alberto Caeiro
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
Volta, Daniel LaRusso
Os remakes até podem estar na moda, mas há coisas que não voltam a ser como eram. É o caso do Karaté Kid. Esta novidade que nos chega agora protagonizada pelo filho do Will Smith bem pode ter o nome do original, mas por favor... querer comparar-se ao protagonizado pelo Ralph Macchio, que tinha bastante bom aspecto nos anos 80 (eu sei que o senhor não envelheceu como o vinho do Porto, mas também não se pode querer tudo!), toca a fronteira da ofensa. E quem é que não teve uma paixoneta pelo Daniel LaRusso, com a sua fita na cabeça? Quem é que não sonhou acordada ao som do Glory of Love, do Peter Cetera (ok, não é nenhum Beethoven, mas para a época alta das festas de garagem até nem era nada mau)? É caso para dizer: Oh,Jaden Smith, cresce e aparece!
A ferro, fogo e cerveja
Em Moçambique, o que começou por ser uma manifestação acabou em autêntica guerra campal. Os populares saíram à rua para protestar contra o aumento do custo de vida. As subidas anunciadas dos preços da energia, da água e do pão motivaram a revolta, que podemos compreender e com a qual até somos solidários, até porque por cá vontade não falta de fazer o mesmo.
A Lusa estava no terreno e dava conta de tudo o que se passava. Descreveu os carros incendiados, as estradas cortadas, as lojas pilhadas. Mais uma vez, até dá para compreender. Afinal, o pão ia ficar mais caro, o que justificava que os populares invadissem várias lojas, das quais a Lusa os viu «a sair carregados de caixas de cerveja mas também com refrigerantes e arroz». Pelo menos de uma coisa ficamos com a certeza: sede não vão ter de enfrentar nos próximos tempos.
A Lusa estava no terreno e dava conta de tudo o que se passava. Descreveu os carros incendiados, as estradas cortadas, as lojas pilhadas. Mais uma vez, até dá para compreender. Afinal, o pão ia ficar mais caro, o que justificava que os populares invadissem várias lojas, das quais a Lusa os viu «a sair carregados de caixas de cerveja mas também com refrigerantes e arroz». Pelo menos de uma coisa ficamos com a certeza: sede não vão ter de enfrentar nos próximos tempos.
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