Aviões em terra.... tempestade no ar
domingo, 18 de abril de 2010
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Pica miolos
Pode parecer picuinhas, mas irritam-me solenemente as pessoas que andam quilómetros a fazer pisca sem virar para lado nenhum... na estrada e na vida.
quarta-feira, 7 de abril de 2010
Nietzsche
Tinha nome de filósofo, esperteza de rato.
Adorava o sofá, qualquer um, sobretudo os que lhe estavam interditos. Afinal, também para ele, o proibido era sempre o mais apetecido.
Comia tudo... dos pedaços de bolacha que conseguia arrancar das mãos mais distraídas, aos caroços de maçã; dos lenços usados, impregnados com o cheiro dos que lhe eram queridos, aos nacos de carne que sobravam das refeições mais fartas, autênticos pedaços de céu que qualquer cão digno do nome é incapaz de resistir.
Gostava de correr, de sentir o vento nas orelhas, de ladrar ao carteiro e a todos os que, incautos, se atreviam a espreitar a casa alheia.
Era companhia mesmo quando o desejo era de solidão. Estava lá, nos momentos menos bons, disponível para receber e dar festas, daquelas que só ele era capaz. Esteve sempre nos momentos de alegria, pronto a celebrar e partilhar as euforias.
Era, mais do que um animal de estimação, um amigo, um companheiro... Era único. Era singular.
Adorava o sofá, qualquer um, sobretudo os que lhe estavam interditos. Afinal, também para ele, o proibido era sempre o mais apetecido.
Comia tudo... dos pedaços de bolacha que conseguia arrancar das mãos mais distraídas, aos caroços de maçã; dos lenços usados, impregnados com o cheiro dos que lhe eram queridos, aos nacos de carne que sobravam das refeições mais fartas, autênticos pedaços de céu que qualquer cão digno do nome é incapaz de resistir.
Gostava de correr, de sentir o vento nas orelhas, de ladrar ao carteiro e a todos os que, incautos, se atreviam a espreitar a casa alheia.
Era companhia mesmo quando o desejo era de solidão. Estava lá, nos momentos menos bons, disponível para receber e dar festas, daquelas que só ele era capaz. Esteve sempre nos momentos de alegria, pronto a celebrar e partilhar as euforias.
Era, mais do que um animal de estimação, um amigo, um companheiro... Era único. Era singular.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Frase do dia
Frase do dia:
"Há pessoas que são uma espécie de cocó... há quem não se chegue a elas, nem por nada. só em caso de última necessidade."
"Há pessoas que são uma espécie de cocó... há quem não se chegue a elas, nem por nada. só em caso de última necessidade."
segunda-feira, 5 de abril de 2010
E viva a Primavera!
O sol finalmente chegou, para aquecer os ossos cansados de tanto frio. Parece que a Primavera decidiu dar o ar da sua graça. E nada melhor para o celebrar do que uma mão cheia de lenços ranhosos, do que um nariz que insiste em não deixar passar o ar, do que uma cabeça que teima em pender, pesada, sobre a secretária. E viva a Primavera!
domingo, 4 de abril de 2010
The IT Crowd
Há uma nova aquisição cá em casa. Chama-se A Malta das TI (The IT Crowd, no original) e quando olhei para a capa da 1.ª temporada ainda tinha os Extras bem presente na memória e continuava inconformada com o facto do Ricky Gervais ter decidido que a 2.ª temporada seria, ao mesmo tempo, a última. Por isso, o entusiasmo não foi grande e foi quase contrariada que comecei a ver. Ok, não é nenhum Extras, mas vale a pena. Os episódios são curtinhos, mas nem por isso a história deixa de ter um fio condutor; os personagens são exagerados, mas o exagero fica-lhes bem. Só é pena o tempo ser pouco para tanta coisa boa para ver.
O ranho da solidariedade
É curiosa a solidariedade. Tanto que sou surpreendida, vezes sem conta, com a forma como nos interessamos. Já perdi a conta ao número de vezes que assisti, fruto de um claro interesse superior pelo outro, a quem abrande ao ponto da quase imobilização quando passa, nas estradas, por um acidente, por alguém com um pneu furado ou pelos que são forçados a conduzir um chaço que pára quando menos se espera ou deseja, não se importando com as filas de trânsito que essa redução de velocidade pode causar. Afinal, o mais importante é mesmo verificar que está tudo bem com o colega humano. E aqui confesso-me um ser inferior, incapaz de professar a mesma capacidade de abnegação. Depois, há outro tipo de solidariedade - e se esta fosse um rebanho, então eu seria uma ovelhinha - a da ranhoca, dos espirros, das dores de garganta. Há quem lhes chame vírus, mas eu prefiro pensar que não passa de solidariedade pura e dura aquela que nos leva a sentir os mesmos sintomas dos que nos rodeiam, sobretudo quando se trata de uma constipação ou gripe.
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